Objetivos de aprendizado
Depois de ler este artigo, você vai conseguir:
- Comparar .com, .com.br, .dev e .app por público, preço, regras e HTTPS
- Entender o que a extensão muda (e o que não muda) no Google
- Escolher a extensão certa para o seu cenário e proteger a marca
A extensão é a parte final do domínio, depois do último ponto: .com, .br, .dev. O nome técnico é TLD (top-level domain). Ela não muda a velocidade do site nem a forma como o DNS funciona, mas muda quem confia no endereço, quanto você paga por ano, quem pode registrar e, em alguns casos, como o navegador se comporta.
Escolher bem no começo evita uma migração de domínio depois, que custa redirecionamentos, links quebrados e trabalho de SEO. Este guia compara as quatro opções mais comuns para quem programa no Brasil e termina com uma recomendação por cenário. Se ainda está em dúvida sobre o que é um domínio, veja domínio e hospedagem.
Quais critérios importam na escolha?#
Cinco perguntas resolvem a maioria dos casos:
- Onde está o seu público? Brasil, América Latina ou o mundo todo.
- O nome está livre? Muitos nomes curtos já estão ocupados no
.come livres em outras extensões. - Quem pode registrar? Algumas extensões de país exigem documento local.
- Quanto custa por ano, e na renovação? O preço do primeiro ano engana; compare o da renovação.
- Há regras técnicas? Algumas extensões só funcionam com HTTPS.
Também conta ser fácil de lembrar e digitar. Um endereço que você precisa soletrar ao telefone ("é ponto com ponto br") perde visitas se as pessoas esquecerem uma parte.
Quando escolher .com?#
O .com é a extensão genérica mais conhecida no mundo. É a escolha natural para produto com público internacional, como uma API pública, uma biblioteca de código aberto ou um SaaS que vende em vários países.
Prós: reconhecido por qualquer pessoa, sem exigência de documento, aceito por todos os registradores.
Contras: nomes curtos são difíceis de achar livres. O preço não é fixo: é o custo de atacado da Verisign mais a taxa da ICANN e a margem do registrador. E a Verisign reajusta o atacado de tempos em tempos, dentro do teto previsto no contrato com a ICANN. A conta completa está em quanto custa um domínio.
Quando escolher .com.br?#
O .com.br é a extensão comercial do Brasil, administrada pelo Registro.br. Para quem vende para brasileiros, ela comunica de cara que o negócio é daqui.
Prós: o Registro.br cobra um preço anual fixo, estável e fácil de prever. O Google trata extensões de país como um sinal forte de que o site é voltado para aquele país, segundo a documentação de sites multirregionais.
Contras: exige CPF ou CNPJ. Pelas regras do CGI.br, empresas estrangeiras só obtêm registro provisório, com um procurador estabelecido no país. E o sinal de país funciona nos dois sentidos: se um dia o público for global, um .com.br comunica "Brasil" para todo mundo.
Quando .dev ou .app fazem sentido?#
As duas extensões são operadas pelo Google Registry e são genéricas, não de país. O .dev combina com portfólio de programador, documentação e ferramentas; o .app combina com aplicativos web e móveis.
Prós: muitos nomes curtos ainda estão livres, e o significado é claro para o público técnico. Para o Google, extensões novas são tratadas como qualquer outra genérica: a palavra na extensão não ajuda nem atrapalha o ranking, segundo o blog da Central da Pesquisa.
Contras: as duas estão na lista de pré-carregamento HSTS dos navegadores, o que torna o HTTPS obrigatório em toda conexão, conforme as páginas oficiais do .dev e do .app. Na prática, o navegador recusa http://, e o site só abre depois de ter um certificado TLS válido. Com um emissor automático de certificados (veja como funciona o Let's Encrypt), isso não pesa, mas você não consegue "subir rápido sem HTTPS para testar". O público fora da área técnica também conhece menos essas extensões.
Um detalhe para desenvolvimento local: como .dev é uma extensão real, nomes como meuapp.dev na sua máquina também caem nessa regra. Para testes locais, use localhost ou a extensão .test, reservada para isso pela RFC 2606.
Como as opções se comparam lado a lado?#
| Critério | .com | .com.br | .dev | .app |
|---|---|---|---|---|
| Tipo | Genérica | País (Brasil) | Genérica | Genérica |
| Público ideal | Global | Brasil | Técnico | Usuários de aplicativo |
| Quem pode registrar | Qualquer pessoa | Quem tem CPF ou CNPJ | Qualquer pessoa | Qualquer pessoa |
| Preço | Atacado mais margem do registrador | Preço anual fixo no Registro.br | Varia por registrador | Varia por registrador |
| HTTPS obrigatório no navegador | Não | Não | Sim | Sim |
| Sinal de país no Google | Não | Sim | Não | Não |
Extensões como .io e .co são tecnicamente de país, mas o Google as trata como genéricas, porque o público as usa assim. A mesma documentação do Google avisa que essa lista pode mudar.
Qual extensão escolher em cada cenário?#
- Loja, clínica, escritório ou serviço local no Brasil:
.com.br. Se o nome estiver livre também no.com, registre e redirecione. - SaaS, API ou produto que vende fora do Brasil:
.com. Se não estiver livre, considere um nome diferente antes de trocar de extensão. - Portfólio de dev, blog técnico, documentação de projeto:
.devé uma boa escolha, desde que o HTTPS esteja pronto antes de publicar. - Aplicativo com página de download ou versão web:
.app, com o mesmo cuidado de HTTPS. - Bot do Discord ou do Telegram com painel simples: qualquer opção serve; um subdomínio da hospedagem pode bastar até o projeto crescer.
Na dúvida entre duas, compare o preço de renovação de cinco anos e pergunte a três pessoas do seu público qual endereço elas lembram depois de ouvir uma vez.
Como proteger a marca depois de escolher?#
Se o nome é a marca do negócio, registre as variações mais prováveis (.com e .com.br, por exemplo) e aponte as secundárias para a principal com um redirecionamento 301. Isso evita que alguém registre a versão parecida para confundir clientes.
Ative a renovação automática e mantenha o e-mail do titular atualizado: domínio vencido tira o site do ar mesmo com o servidor funcionando. Depois, conecte o domínio à aplicação criando os registros DNS no registrador; o passo a passo está em como usar um domínio próprio.
Como fazer isso na Square Cloud#
Você escolhe e paga a extensão no registrador de sua preferência, e o domínio continua registrado em seu nome lá. A hospedagem não inclui o registro do nome nem a zona DNS dele.
A partir do plano Standard (a partir de R$ 44,99 por mês), você conecta o domínio à aplicação: o painel mostra os registros DNS que você cria no registrador, com status de validação em tempo real. O TLS é automático, o que resolve a exigência de HTTPS do .dev e do .app, e há suporte a domínios com acento (Punycode). O Hobby não inclui domínio personalizado.
Enquanto decide a extensão, toda aplicação web ganha um subdomínio *.squareweb.app com HTTPS em todos os planos. Veja os detalhes em domínios personalizados.
Rede
Domínio próprio, TLS automático e CDN global para o seu app
Perguntas frequentes
A extensão do domínio influencia o SEO?
Pouco. O Google trata extensões novas como .dev e .app igual a .com e diz que palavras-chave na extensão não dão vantagem. A exceção são as extensões de país, como .br, que sinalizam o país do público.
Qualquer pessoa pode registrar um .com.br?
É preciso ter CPF ou CNPJ. Empresas estrangeiras só conseguem registro provisório, com um procurador estabelecido no Brasil, segundo as regras do CGI.br.
Por que meu site .dev não abre sem HTTPS?
As extensões .dev e .app estão na lista de pré-carregamento HSTS dos navegadores. Eles só acessam esses domínios por HTTPS, então o site precisa de um certificado TLS válido antes de ir ao ar.
Vale registrar o .com e o .com.br ao mesmo tempo?
Para uma marca, costuma valer. Você usa um como endereço principal e redireciona o outro, evitando que alguém registre o nome parecido e confunda seus clientes.
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